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Sexta-feira, 8 de outubro de 2010 - 10h24 Última atualização, 08/10/2010 - 10h31
O adiamento para o segundo da disputa entre os presidenciáveis Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) mostra que a influência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem limites, mas ainda deve prevalecer nesta eleição. A análise é da edição desta semana da revista britânica “The Economist”.
“Lula, que transformou Rousseff de uma tecnocrata em uma vencedora nas eleições fazendo campanha a seu lado, tem visto que o seu poder de torná-la uma rainha tem limites. Mas no final é provável que ele prevaleça”, diz a publicação.
A revista classifica a ida para o segundo turno como um “surpreendente tropeço de última hora” de Dilma, lembrando que a votação da petista ficou abaixo do que previam as pesquisas de intenções de voto.
Para a “Economist”, a senadora Marina Silva (PV-AC) foi a responsável por impedir a vitória da petista no primeiro turno, ao obter “o melhor resultado para uma terceira colocada nas seis disputas presidenciais após o fim da ditadura”.
Além de Marina, a publicação cita que a discussão sobre a legalização do aborto no país pode ter provocado a transferência de votos de Dilma a Marina, lembrando que alguns bispos católicos e pastores evangélicos pediram aos seus fiéis para que não votassem na petista.
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