quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Aniversário de Lula vira mote para PT pedir votos a Dilma

Retirado do Site G1

SÃO PAULO (Reuters) - No dia do aniversário de 65 anos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, militantes petistas aproveitaram para relacionar a data, comemorada nesta quarta-feira, com um pedido de votos para a candidata do partido à Presidência, Dilma Rousseff.
Mas nem só de elogios viveu o presidente. Muita crítica surgiu no microblog.
Na noite de terça-feira, a campanha da presidenciável divulgou a criação de uma "hashtag" (termo que agrupa comentários sobre um mesmo tema) no Twitter --#Luladay-- específica para marcar a data.
A mensagem enviada por email pela rede social de apoio a Dilma (#dilmanarede) previa uma mobilização em torno de Lula, na tentativa de capitalizar votos para a petista.
Se a meta era fazer o assunto ser comentado, ela foi amplamente alcançada: a "hashtag" ocupou durante toda a quarta-feira a lista dos "trend topics" (assuntos mais comentados) do microblog.
Isso significa que o assunto é o mais comentado do momento, pegando carona nos altos índices de popularidade de Lula, que alcança a marca de 83 por cento de ótimo e bom, segundo pesquisa Datafolha.
Governistas e integrantes da campanha tentaram animar a turma.
"Parabéns, presidente Lula. 83 por cento de ótimo e bom é um grande presente. Com Dilma, vamos continuar seu legado", escreveu na sua página do Twitter o deputado estadual Rui Falcão (PT-SP), um dos coordenadores da campanha petista.
Alexandre Padilha, ministro das Relações Institucionais, licenciado do cargo para atuar na campanha, deixou bastante claro o motivo da celebração. "Pessoal muito legal enchermos de recados aqui celebrando o nosso presidente Lula, mas o #Luladay é para irmos pra rua conquistarmos voto para a @dilmabr", tuitou Padilha.
O senador Paulo Paim (PT-RS) engrossou o coro. "Parabéns presidente Lula, seu presente virá no domingo temos certeza, seu projeto seguirá mudando nosso país. #luladay", postou.
A própria Dilma cumprimentou Lula via Twitter. "Hoje é dia de parabenizar o melhor presidente que este país já teve, que completa 65 anos. Parabéns, presidente!".
Entre os internautas, houve aprovação, como a de henrique3S. "Parabéns Lula, tendo todos esses escândalos que os tucanos falam, você conseguiu fazer muito mais do que eles quando estavam no poder".
Seguiu na mesma linha cicerojuniorbsb: "Podem até tentar, mas ninguém consegue tirar o mérito de Lula que os números registraram! Parabéns Lula!". Houve ainda o simples "Hoje é o aniversário de Lula, Parabéns. Brasil vota 13".
Mas nem tudo são flores. O internauta antonio_flipe postou "Parabéns Lula! Nenhum outro governo teve tanta corrupção quanto o seu!". Já lucas_simoes lembrou antigos membros do governo Lula atingidos por escândalos: "Tem probleminha. Hoje é aniversário do Lula. No jantar de aniversário estarão Dilma, Zé Dirceu, Palocci e a turma do mensalão. Parabéns eleitor".
E sobrou para Serra também. "Serra hoje criticou pesquisa Sensus! Há alguns dias estava com ela na TV? Duas caras", tuitou gabriel-enferm.
A campanha também criou um cartaz enviado por email com a frase: "Dê um presente ao Lula, consiga mais um voto para Dilma".

(Por Fernando Cassaro e Carmen Munari)

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Influência de Lula em favor de Dilma tem limites, diz “Economist”

Retirado do portal eBand de Jornalismo.
Sexta-feira, 8 de outubro de 2010 - 10h24       Última atualização, 08/10/2010 - 10h31


O adiamento para o segundo da disputa entre os presidenciáveis Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) mostra que a influência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem limites, mas ainda deve prevalecer nesta eleição. A análise é da edição desta semana da revista britânica “The Economist”.


“Lula, que transformou Rousseff de uma tecnocrata em uma vencedora nas eleições fazendo campanha a seu lado, tem visto que o seu poder de torná-la uma rainha tem limites. Mas no final é provável que ele prevaleça”, diz a publicação.




A revista classifica a ida para o segundo turno como um “surpreendente tropeço de última hora” de Dilma, lembrando que a votação da petista ficou abaixo do que previam as pesquisas de intenções de voto. 




Para a “Economist”, a senadora Marina Silva (PV-AC) foi a responsável por impedir a vitória da petista no primeiro turno, ao obter “o melhor resultado para uma terceira colocada nas seis disputas presidenciais após o fim da ditadura”.




Além de Marina, a publicação cita que a discussão sobre a legalização do aborto no país pode ter provocado a transferência de votos de Dilma a Marina, lembrando que alguns bispos católicos e pastores evangélicos pediram aos seus fiéis para que não votassem na petista. 



segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Lula e Dilma participam de carreata no Rio de Janeiro

Como o Brasil todo já viu, a participação de Lula na campanha da Dilma Rousseff é fato indiscutível. A oposição considera a interferência do presidente como "jogo sujo".

Lula afirma que, para ele, sua atuação na disputa presidencial é só uma maneira de ajudar o Brasil a seguir no rumo certo. O presidente ainda diz que os planos de governo do seu partido será dado como principal meta, caso Dilma venha ganhar a eleição do segundo turno.

Dilma acredita que a participação do presidente Lula na corrida presidencial foi imprescindível e que se sente fortalecida na reta final. 

Ontem (24), em carreata no Rio de Janeiro, a petista foi acompanhada por militantes e reforçou a campanha na região, onde teve votação expressiva no primeiro turno. Além de Lula, a candidata recebeu o apoio do governador reeleito, Sérgio Cabral, e do prefeito do Rio, Eduardo Paes, ambos do PMDB . Os senadores Marcelo Crivella (PRB-RJ), Francisco Dornelles (PP-RJ) e Lindberg Farias (PT-RJ) também participaram da carreata. Benedita da Silva (ex-secretária do governo Cabral), o ex-ministro do Meio Ambiente Carlos Minc e o vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, seguiram na carreata da petista.

Lula e sua participação no segundo turno


         Lula, que transformou Dilma Rousseff de uma tecnocrata em uma vencedora nas eleições fazendo campanha a seu lado, tem visto que o seu poder de torná-la uma rainha tem limites. É essa a avaliação de membros da campanha do presidenciável tucano José Serra. Dilma terá de se expor mais, o que relegaria Lula a um papel menor do que teve no 1º turno, quando sua popularidade fez a petista ultrapassar o tucano nas pesquisas e quase vencer a disputa já no primeiro turno. Aos poucos, Dilma vem aparecendo um pouco mais independente de Lula. A realização de um segundo turno entre Dilma e Serra gerou críticas à atuação do presidente na campanha da petista.

No Brasil, o mote desta eleição não é mudança, mas sim a continuidade. Os eleitores que conquistaram a estabilidade econômica e o acesso ao consumo ao longo dos últimos 8 anos não estão dispostos a abrir mão dessas conquistas. Não por acaso a eleição se polariza entre os candidatos dos partidos identificados com elas: PSDB e PT. Ganhará quem se mostrar mais capaz de manter e ampliar o que já foi feito.

Os governadores eleitos e parlamentares aliados do Planalto e da candidata Dilma Rousseff querem, no segundo turno, uma participação menos agressiva do maior cabo eleitoral da petista, o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

No início do segundo turno das eleições, Lula teve pouca participação na campanha de Dilma, algo que os comentaristas políticos e jornalistas acharam estranho, já que no primeiro pleito Lula participou ativamente da campanha petista. Mas com o passar dos dias, o presidente voltou a rotina de viajar pela noite e aos fins de semana para participar de comícios de Dilma. Neste ultimo fim de semana, Lula e Dilma participaram de carreata no Rio de Janeiro, ao lado de apoiadores no estado e o maior cabo eleitoral da petista no estado, o governador Sergio Cabral. 

Postado por João Caetano.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Lula e as eleições presidenciais de 2010

Na reta final de seus oito anos de governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem sendo o principal destaque das eleições para seu sucessor.
Com cerca 80% de aprovação, Lula tem tido uma forte influência ao longo da campanha eleitoral. O apoio a Dilma Rousseff, ex-ministra da Casa Civil e candidata ao Palácio do Planalto, antes mesmo do início oficial da corrida presidencial, causou uma série de processos na justiça.
A participação ativa de Lula na campanha de Dilma é apenas um dos atrativos da disputa presidencial. Os outros principais candidatos ao Palácio do Planalto - José Serra (PSDB), Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) - tiveram certo receio em atacar a gestão do presidente metalúrgico.
Nos primeiros debates, todos os postulantes elogiaram os feitos do governo petista e prometeram continuar a obra do petista.
José Serra chegou a afirmar que ele e seu partido, o PSDB, eram de esquerda. Não satisfeito, ainda utilizou imagens do presidente Lula em sua campanha.
Já Marina Silva ressaltou seus feitos no Ministério do Meio Ambiente e, na maioria das vezes, evitou atacar o presidente.
O socialista Plínio de Arruda, por sua vez, foi o que utilizou um tom mais forte contra Lula. Mas, em alguns momentos, apoiou e elogiou feitos realizados pelo petista.
Em alguns momentos da campanha, Lula demonstrou não ter piedade de seus adversários. Seu alvo preferido era o tucano José Serra e o DEM. Em comício na cidade de Joinville (SC), no dia 13 de setembro, o presidente chegou a defender que o antigo PFL fosse “extirpado”, afirmando que a legenda “alimenta o ódio”.
Ao longo das eleições, Lula vem conciliando a presidência com suas viagens e comícios em prol de Dilma. Pelo turno da noite e aos fins de semana, o presidente faz campanha à candidata.
Estes são alguns dos temas que iremos abordar no Blog ao longo do tempo.